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domingo, 25 de outubro de 2009

3ª do singular


Ele entrou sem fazer barulho
e tomou conta do pouco que ela era
Antes dele
ela nem sabia que o amor existia
Mas ele criou para ela
um cenário de paz
e a paz deu medo nela,
medo de voltar à sua semi-vida
Então ele apagou todas as marcas
que os pés dela deixaram pelo caminho
Assim, voltar ela já não podia
e ainda que voltasse,
em si mesma ela não mais caberia
Ele fez-se o amor em sua vida,
como uma flor exuberante
a enfeitar galhos secos
e tão cheios de desesperança
Ele revelou-se a cor mais linda, a preferida
e a palavra que a ela faltava
Ela desejou ter o mesmo destino dele
e ser todo dia, a sua paixão
Mas nem sempre ele está com ela
e por isso ela quase enlouquece
À noite
a saudade os espanca
e a distância os deixa aflitos
Há noites
em que ele sente os pensamentos dela
o tocando e beijando-lhe a face
E ela percebe as asas de seu carinho
sobrevoando a sua cama
Todas as noites
as estrelas contam para ela
que dele fluem notas tristes
E ela perde os sentidos
Arde de saudade
Delira de ciúme
Respira vontades
e chora poesia.




terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ai que sodade docê...


Saudade não é vontade. Porque vontade passa.
Saudade me desafia e se instala aqui, até que você finalmente volte...
Saudade é teimosia.