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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Recado




Não, eu não faço questão de ter nas mãos a última palavra
Ao contrário
Prefiro começar falando e me abrindo,
célula a célula, sonho a sonho, dor a dor
Não, eu não quero suportar essa pressão
Eu não sei acertar sempre
e confesso que sofri demais com as tuas palavras,
caindo feito bombas coração adentro
E até bem pouco tempo atrás eu as escutava reverberando aqui, no peito
mas optei pelo risco, ele me parece mais certo
Não vou abrir mão do que eu acredito,
Não posso contradizer o que diz a minha alma,
Se eu quebrar a cara, não será a primeira vez...
e a dor da cara quebrada nunca me deu medo
Você sabe que eu vou me jogar precipício abaixo
todas as vezes em que a vida me der essa opção
Por isso,
Não vou me permitir arriscar assim...
Não vou trocar minhas lutas diárias pela calmaria
Calmaria me dá enjoo... você bem sabe disso...
Então fica assim... você torce pela minha felicidade
E eu vou aparando arestas, treinando para acertar o tom
Talvez eu me canse, talvez eu descubra que sou feliz ...

É... eu não queria,
mas fiquei com a última palavra nas mãos...


Perdão.