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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sem Filtro na Veia

É, o bloguinho anda meio largadinho... seus hífens caíram (repararam que o copo-de-letras virou copodeletras? Muuuuuito mais prático, não?!)
E logo logo ele será todo repaginado. Um novo layout vem aí...
Porém, o motivo de tal abandono é justificado:

 
É, o livro tá chegando e essa daí é só a logo. A capa é surpresa... ( e QUE surpresa...!!!)
Inicinho de dezembro tem lançamento por aqui... prometo que volto para divulgar e, posteriormente, voltar à ativa, servir com muitas letras a todos que por aqui passarem!
Té mais!

domingo, 4 de setembro de 2011

Amor Defeito

Dizer "eu te amo" está na boca de todo mundo e essa constatação já tornou-se senso comum, quase que um clichê. Nesse mundo frívolo e medíocre em que vivemos, de belezas artificiais e efêmeras, de palavras sem palavra, de pessoas descartáveis, o amor perfeito no conceito delas, sequer chega a ser amor. Chamam posse de amor, tesão de amor, conveniência e tantas outras coisas de amor. Mas, no calor do dia-dia, esses sentimentos se revelam e o que fica é mágoa, ressentimento, frieza, não amor. Nesse mundo do amor perdido, bem-aventurado é aquele que ganha da vida um amor de poeta! Amor de poeta é daqueles raros, raríssimos, irrepetíveis, que só se ganha uma vez.
 
"Sei como dói meu amor de poeta: se vê linha reta, quer logo entortar."
 
Amor de poeta é aquele que vem deitado sobre a paz, que dá segurança e tudo o que ele quer é a riqueza das coisas mais simples. É o amor descrito na Bíblia: ele tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Ele foge da sedução, da erotização, da traição, da mentira. 

Ele tem sede de se dar, de se fazer perceber em cada gesto, ainda que silencioso.

O coração se felicita só de olhar, só de estar perto, a plenitude de felicidade vem só de ouvir a respiração do outro. A vontade é de querer se jogar na frente de quem se ama sempre que uma dor se lança em sua direção. O amor de poeta quer poupá-lo, quer abraçá-lo e livrá-lo das decepções da vida, sempre.

O amor de poeta é simples, ama as coisas simples, promove as palavras simples, os olhares simples, os gestos simples que, na essência, são nada simples. E apesar de toda a sua simplicidade, amadurecer um amor de poeta é difícil, por isso ele é raro, não germina em qualquer coração. Até que brote essa espécie de amor, muitas experiências frustradas são vividas, muita dor é sentida, mas nada é desperdício. Ao contrário, faz parte do processo de gestação de amor de poeta essas dores, frustrações, infantilidades e até mediocridades. Ao nascer, essa rara espécie de amor transforma o mundo, o semblante, o astral e os objetivos almejados pelo coração-berço. 

Esse sentimento caro não pode ser entregue a qualquer um. Para receber essa espécie de amor, há de se ter um coração diferente, nascido em uma alma grande, movida por sonhos nobres e intenções honrosas mas, o coração deve ser, sobretudo, simples. Simples para notar o amor que se aproxima, com toda a sua riqueza de simplicidades, simples para receber a sua força, mesmo que em silêncio, de perto ou de longe, em momentos felizes ou tristes. 

O amor de poeta é incapaz de trair. É incapaz de mentir. Ele é cúmplice e empático, se coloca no lugar do outro o tempo todo. O amor de poeta se expressa com os olhos, nem tanto com as palavras. Se expressa com os pequeninos gestos, nem tanto com os grandes. Por isso exige um coração atento. 

O amor de poeta não quer representar a beleza incontestável, não tem apelos sexuais, não almeja a forma perfeita, não. Esse raro amor reconhece seus defeitos e todos os outros de seu amor e não se ressente por isso, talvez resida nisso a sua perfeição.

Amor de poeta só tem duas preocupações: fazer a felicidade de quem se ama e ser para ela a melhor companhia nesse mundo de amores perfeitos criados em série.

Bem-aventurado é aquele que ganha de Deus um amor de poeta para viver, cuidar e ser amado! Poucos são os que o percebem, raros são os que o têm, caros são os que o vivem!


Musiquinha:
: )

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Anacronismo




Durma agora e sonhe bastante...
 ...sonhe com o nosso futuro,
 aquele, com que um dia nós sonhamos!
 Sonhe com os nossos filhos
 (que não nasceram)
 Sonhe com a nossa casa
 (que não foi construída)
 Sonhe com os nossos sonhos, que se foram...
 Quando acordares,
 Já não mais estarei aqui,
 Mas também estarei sonhando, outros sonhos talvez...
 E eu não vou te esquecer por isso,
 Peço-te que também não se esqueça de mim,
 Que se lembre com carinho do meu coração
 E dos nossos lindos sonhos,
 Sonhos que quisemos tanto,
 Em momentos tão diferentes.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Não tem cura

Quando acordamos e vamos encarar mais um dia, jamais imaginamos que, essa data até agora mesmo nada significativa, pode se tornar uma data muito especial e até o fim de nossa vida, comemorada; ou relembrada com todos os seus felizes detalhes.
Quando conhecemos uma pessoa, não fazemos idéia de que ela, até agora mesmo, um ser humano estranho, irá se tornar tão especial, capaz de nos transformar de maneira definitiva.
Se você parar pra pensar, todas as pessoas especiais da tua vida entraram nela assim: sem avisar, sem se apresentar como inesquecíveis, sem informar que ali elas estão conquistando para sempre o teu coração e, sem que você as dê licença, elas estão levando-o consigo.
E a partir daí, talvez elas começarão a fazer parte de tua vida. Se você fôr maduro, sensato, que ótimo! Caso não seja, talvez só consiga perceber a dimensão do encontro quando já fôr tarde.
E viver com as lembranças do que foi bom e poderia ter sido melhor, e viver com as lembranças do que foi ruim e também poderia ter sido melhor, e viver com um pouco de culpa, uma dose pequena de remorso e uma dose cavalar de saudade é uma realidade. A realidade.
"A crueldade de que se é capaz deixar pra trás o coração partido."

Um dia você acorda e percebe o quão infantil, insensato e até mesmo medíocre você foi. Você esteve com a pessoa mais especial do mundo ao teu lado, mas não se deu conta disso. Agora é tarde. Você ficou em dor, sozinho, com saudade. E ficou pela metade. A pessoa foi embora com a tua metade e com o teu coração inteiro.
O que fica pra trás é um sofrimento dolorido. Dor que não é metáfora, dor que dói. De verdade, dói.
E você se sente o pior dos seres humanos: você foi imaturo, um bebezão. Você foi cruel. Calou-se quando deveria falar. E falou quando era para silenciar. Foi insensato. Tolo. Um néscio.
O que fazer agora?

Você abre os olhos e o pensamento vai lá naquela pessoa. Começa o dia e a saudade já lhe traz um "bom dia". Vai tentando disfarçar dos olhos a dor de ter crescido tarde demais. Vai sorrindo sorrisinhos tristes aqui e ali. Às vezes até disfarça e deixa saltar da garganta uma gargalhada... o travesseiro é quem sabe da sua legitimidade...
"Eu não quis te fazer infeliz, não quis. Por tanto não querer, talvez fiz."

A beleza das coisas em volta não lhe traz muito sentido. O coração quebrado e partido só quer amar de novo, consertar os erros, agarrar-se a uma chance. Reamar.
Mas que nada.
Silêncio. Saudade. Lágrimas. Arrependimento amargo. Vontade. Frustração. Essa é a tua gris realidade.
Como pode um ser humano sentir um amor tão grande assim? Como um coração pela metade pode pulsar tão violentamente por aquela pessoa que se foi e sequer se lembra que deixou pra trás um coração partido, o teu coração partido?
Como pode um sentimento chamado amor ser tão avassalador assim?
Como pode doer tanto e ser tão lindo?
Como pode te fazer chorar assim, quando você só tem bem-querer dentro de si?
Como a dor daquela pessoa desperta em você uma vontade de proteger, de acolher, de guardá-la... como o mal que a atinge pode magoar tanto a tua própria alma?
"Se tudo parecia nada, ainda assim, o nada era mais do que o que você deixou no fim."

E você se perde namorando detalhes: um sorriso, um trejeito, uma gíria, uma forma de andar... e tudo vai dilacerando... porque a dor lhe fez crescer e finalmente você se tornou um ser pronto para amar, mas a dor dia-dia também te lembra que você amadureceu quando se tornou tarde demais.

Ou não?

A verdade é que você nem imaginava que, naquele dia comum, estava se encontrando com alguém que te mudaria para sempre.

http://www.youtube.com/watch?v=DPZV8rSuTlg

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Exasperação


Foi um porre de água morna
E muitas colheradas de sal puro
Senti todos os minutos da noite passada
Era como um pesadelo ao vivo
Foram doses cavalares de dor adentrando as minha veias
Cheguei amarrada e fiz toda a força para me desvencilhar
E de tanto me debater, cansei
Adormeci
Me dopei
Morri
Daqui o ângulo continua o mesmo,
Mas só posso esperar,
Não consigo me mexer
Os olhos frios da solidão me vigiam,
Não sei quando ela vai me libertar
Os labirintos não têm saída
Os sonhos estão amarrados comigo
Cada noite é um tormento
Cada hora a mais é uma a menos
A vida prometeu vir me buscar,
Mas até agora, nada.



(Publicado na Revista Cachoeiro Cult, edição de junho 2011)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Nas quatro estações...


Cabelão. Sempre tive cabelão. Sempre disse com toda veemência que jamais pintaria meu cabelão, jamais passaria química no meu cabelão. Cabelo na cintura, grande, bem grande!! Quase todo lindão, umas beiradinhas meio crespas emoldurando os cantos de minha testa, mas afinal, não almejo (mesmo) a perfeição!


Daí um belo dia: puff!! E se eu fizesse luzes? São tão lindas! Ah, e se eu fizesse uma escova inteligente (de onde saiu esse nome, meu Deus!?) Fiz. Luzes e escova. Luzes e escova. Escova. Luzes. Escova e luzes. Luzes e escova... diversas, várias, muitas!
Não satisfeita, pintei. Fiquei loira Xuxa num dia, morena índia no outro. Afinal, o que eu realmente queria com o meu cabelão??
Ele foi se cansando, como Sansão, foi perdendo a sua força... foi se tornando opaco. Quebradiço. Sem brilho. Fosco. Meio vivo: morto.
Relutei, mas não havia mais saída, da tesoura eu não escaparia. Cortei dois palmos. Meu cabelão tornou-se um cabelo médio, alcançando meus ombros. Não adiantou. Sua morte estava evidente em cada centímetro.

Cortei mais. Morrendo no pezinho da orelha. Ficou armadinho. E continuou mortinho.

Não tive saída: tive que cortar de verdade. Curto, curtinho. Como jamais imaginei fazer. Mas vê-lo triste daquele jeito me exigia tal radicalização. Foi uma multiplicidade de sensações: ao mesmo tempo eu senti orgulho de mim, ansiedade pra ter meu cabelão de volta e minha auto-confiança ligeiramente abalada (só mulheres de cabelão me entendem nessa parte).

Já se passaram uns meses. Ele já está alcançando meus ombros de novo. Tá crescendo vigoroso, naturalmente brilhoso, fazendo suas ondas fartas que dispensam qualquer artifício e já começaram a arrancar ricos elogios por aí...

Pois é como meu cabelão que virou cabelinho que tenho me sentido ultimamente. Precisei ser cortada, tosada, porque eu só sabia mostrar opacidade, tristeza, mortezinha insossa das coisas gostosas da vida... tentei me esconder em artifícios, químicas, cheiros, tons e cores que nunca foram meus. Mas agora, alguns meses depois, é evidente para mim que nunca precisei dessas coisas, que eu sempre abriguei vida e força dentro de mim e que eu precisava morrer para que, do meu restinho, vingasse toda a beleza que residia em mim.

Nada como uma tesoura bem intencionada! Agora sei da beleza que meu cabelão tinha! Agora sei como cuidar dele e mais que nunca o quero de volta. 


Haja paciência. Mas até que ele está crescendo rápido...

http://www.youtube.com/watch?v=xGzvcZZVsqQ

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Bruta Flor

(antes de qualquer coisa, devo dizer que fui autorizada a publicar este texto)

E quando eu penso que já pensei em tudo… me vem a vida com novas reflexões… não sei há quanto tempo exatamente começou a trabalhar comigo uma pessoa muito além de especial.  Ela tem um sorriso contagiante e uma simplicidade que comove. Talvez fosse mais uma dessas pessoas interessantes que conhecemos, não fosse um detalhe: ela não tem um dos braços. Ao nascer, ele foi puxado com tanta força pela parteira, que gerou uma grave lesão e em decorrência disso, foi amputado. Você vai me dizer que pessoas assim não são tão raras, basta observar e ver quantos não possuem uma perna ou um braço, a mão ou um dedo… mas assumo que é diferente conviver tão de perto com alguém assim, que tem que se superar diariamente, a cada detalhe. Essa tem-me sido uma experiência nova e até difícil. 

Uma flor...

Todo dia eu a observava com os cabelos muito arrumados, com o uniforme todo certinho no corpo e ficava inflamada pra perguntar se alguém a ajudava, com a segura resposta dentro de mim do sim. Entretanto, um dia ela me disse: “eu acho tão bonito quem trabalha assim, com as duas mãos”. Eu estava ao computador, com as minhas duas perfeitas mãos de pianista ao teclado. Senti um fio de constrangimento, mas finalmente entramos no assunto que me consumia de curiosidade. Para minha surpresa ela disse que eu poderia perguntar qualquer coisa, que ela não se importava em falar nisso. Não perdi tempo…
Como uma mulher prende os próprios cabelos com grampos e pregadeiras, tão perfeitamente com apenas uma mão? E como veste sutiã, Jesus? Como passa fio dental? Como abotoa a blusa, como fecha e abre o zíper de uma calça? E as embalagens de biscoito, de bala, de bombom? Pois ela foi me dando todas as respostas… com jeitinho se apoia no guarda-roupa, na parede, prende daqui, escora dali, aperta aqui, pernas pra que te quero!!! … e pronto, já pode sair de casa arrumadinha! E quanta alegria ela tem na vida! E que sorriso franco! 
Há um tempo que tenho exercitado a gratidão, por poder andar, respirar sozinha, enxergar, escutar… e depois dela, o clima grato em meu coração tornou-se mais detalhista, um tanto mais exigente. Um corte no dedo, um band-aid nos deixa tão “limitados”… e por vezes me lembro de um ex professor de geografia que sempre dizia que “somos adaptáveis. Vamos do calor de Cachoeiro ao Alasca e com um pouco de tempo, nos adaptamos e vivemos bem”. Adaptando a sua ideia climática, reflito em como ser adaptável às circunstâncias da vida! 

...e uma borboleta...
Minha colega de trabalho, agora minha amiga, poderia emanar uma mensagem ruim, limitar sua vivacidade rente ao corte que encerrou seu braço, mas ao contrário, ela irradia uma luz tão sincera, uma garra em viver, um humor tão gostoso, que extrapola quaisquer limites, que amputa qualquer resmungo!
A vida está aí, vamos nos tornando sensíveis às mensagens e aos detalhes, às intenções e ao que está posto muito além das palavras. A todo instante repenso cada gesto, cada movimento automático de minhas mãos ao abrirem uma latinha de refrigerante, ao prenderem meus cabelos, ao calçarem meus sapatos, limparem as lentes dos meus óculos e percebo que reclamar da vida também é um exercício tão automático... 

... uma "bruta flor"sob uma grandiosa borboleta!!!


Braços fortes não significam generosidade, pernas simétricas não são sinônimos de coragem, olhos perfeitos não veem coração,  ouvidos ativos não podem ouvir o que a alma sussura, nem mesmo o que ela grita. Estar inteiro por fora é uma grande ilusão, quanta gente de alma amputada! Certamente com esse rico convívio tenho recebido marcas sutis, que me moldam dentro de uma humanidade mais livre e menos limitada. Só posso agradecer, de mãos entrelaçadas, pela bênção de conhecer uma pessoa tão rica assim!!!

Ilza, que presente conviver com você!!!

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Sol sem Luz


Como já fora dito, "Sem filtro na veia", meu livro (ai, que emoção parir isso!!) está a caminho, muito provavelmente em junho, em decorrência da festa de Cachoeiro. Os filhotes (leiam-se textos) selecionados estão guardados para o livro e eu fico num martírio para postar algo aqui, pois os que eu não selecionei, eu resisto muito em gostar deles... mas, como me propus a movimentar a coisa aqui, vai aí um poeminha de mais ou menos 2005, 6... não sei ao certo, que não vai para o livro... Talvez eu devesse postar sem maiores justificativas e pronto, mas está no meu coração me explicar e então, taí!

"Como eu sou girassol, você é meu sol..."
Deus quis me dar você,
mas você não quis se dar para mim.
Agora
sou como um demônio encarnado em sua alma,
sem deixar seu pensamento em paz.
E eu tive que trancar o Sol
numa gaveta em que eu não mexo mais.
Um pouco do seu medo tinha que estar em mim,
minha coragem assustou você.
Hoje eu olho para o céu
O Sol continua lá
e o meu Sol ainda brilha, numa gaveta escura.
Do seu amor, tornei-me sua dor.
Ainda sou sua Luz
e sem mim você fica nublado;
ainda sou sua Luz
e sem mim você perde para as nuvens.
Você não me exorciza
e mesmo sem saber eu continuo em sua vida...
...e Deus até que quis me dar você
Mas você teve medo de se dar para mim.


Trilha sonora:
(essa já fez chorar, hein?!)

: )

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Socorro!

É meio como chover no molhado, mas é disso que meu coração hoje está cheio. O mundo está de pernas para o ar! Cada dia mais, sinto-me esquisita diante das pessoas, preocupadas com coisas tão irrelevantes. As conversas estão difíceis, pois nossos assuntos simplesmente não são afins. 
Triste de se ver encontros culturais vazios. Ou cheios de pessoas vazias.
Televisão lotada de pornografia, vendida como arte.
Ruas lotadas de pessoas que precisam beber para parecerem legais, camufladas em suas roupas de marcas caras, mais caras que elas próprias...
O problema é que nos acostumamos a tudo o que deveria nos escandalizar...

Não estou aqui para criticar, tampouco para resolver. Apenas para desabafar, para expressar meu desapontamento ante à mediocridade em que o mundo mergulhou. Conversar é cada vez mais difícil, ser compreendido é quase impossível. Viver está se tornando uma árdua missão. Estou cansada de estar cercada de gente que passa pela vida e em nada me acrescenta. Por isso amo o raro, por isso o ideal tornou-se incomum...


"Nadando contra a corrente só pra exercitar?"


Eu não frequento academia, não me interesso por carros, não sou fissurada em dietas, não assisto BBB, não me ligo em moda, não ouço o que a galera gosta e não me importo mesmo com o que andam pensando de mim.


- Uma camisa de força, por favor!?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Não tem letra, vai música...

Como estou com meu _primeiro_ livro no forno, os textos selecionados estão guardados a sete chaves e os não selecionados, continuam lá também... : )
Por isso, pro copinho não ficar muito paradinho perigando tornar-se um clima perfeito para a dengue... vai uma música que eu gosto demais...

... porque eu sou melomaníaca!!


A música tem o poder de me remeter a um tempo em que eu sequer existia.
Ela me dá uma nostalgia dolorida, desperta em mim a saudade de um tempo em que eu não vivi, um tempo em que tudo parecia ser mais real...
Música é coisa louca. Preenche vazios, revitaliza cheiros, memórias e às vezes me dá a certeza de que nasci na década errada, definitivamente!

No link abaixo tem uma boa música: instrumentos presentes, sem grandes recursos tecnológicos, tudo muito verdadeiro e sobretudo, a voz poderosa dele... que é a maior herança musical da minha mãe para mim!!

https://www.youtube.com/watch?v=Wb0Jmy-JYbA&nohtml5=False
Que clima!!! Eu não podia ter ido??!

: )