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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tanto faz




E a história que nem passou por nós direito ainda, pra onde é que foi?


Quando tudo foi muito perfeito,
Veio a bomba e dissipou toda perfeição

Ainda estamos tontos e anestesiados
Amor é via de mão dupla
Amor quer verdade o tempo inteiro
E respostas também
Amor quer certezas e chão para pisar
Esse silêncio que ora vivemos,
Faz-me muito mal,
Deixa-me sem saber se devo ir, se devo estar.
Ter que conter toda essa explosão dentro de mim,
Ter que conter as vontades e os impulsos,

as certezas, as verdades, promessas leais tão recentes...

implodir sempre,
Isso vai além das minhas possibilidades
Quando a única estratégia que resta
É a de, tão somente esperar,
Quando não há nada mais a fazer,
Vem um vazio que toma conta de tudo em mim,
Que leva a minha alma ao coração da saudade

que me faz duvidar de tudo aquilo que juramos,

afinal, juntos, éramos invencíveis!
Não posso enxergar pelos outros,
Não posso ter coragem pelos outros,
Não posso responder a mim mesma no amor,

e se te fazes silente, posso compreender mil coisas...

Ofereço colo, palavras, coragem, carinhos
Ofereço força, paz, sonhos, cumplicidade
Mas nada disso cabe agora nesse cenário bombardeado
Talvez estejas esperando que eu me cale,
Melhor ainda: que eu desista!
E talvez eu o faça.

Mas não quero pensar nisso agora.
O que nos resta é esperar,
Desacelerar o coração,
Adiar as vontades e encaixotar os sonhos, um a um…
Não sei como fazer caber esse sentimento vivo, de força avassaladora,
Numa caixa de respostas sociais
Será que vou aprender a não esperar nada?
Será que vou aprender a ignorar a tua presença?
Será que vou aprender a ignorar a tua ausência?
Será que vou aprender a conviver com lembranças?
Será que vou aprender a desamar?
Preciso me esvaziar de todo meu sangue para livrar-me de ti,

desse amor sanguíneo
É, coragem assusta quando não vem da gente…





quinta-feira, 24 de maio de 2012

Desbotou...




Os laços de cetim que nos uniam
são como arames farpados perfurando meus pulsos.
Tuas mãos a me tocar
são como pregos rabiscando minha pele.
Quando me beijas,
sinto cacos de vidro ferindo meu rosto.
Nosso palácio encantado ficou mal-assombrado.
Nossos cachorrinhos já não me reconhecem e,
como lobos famintos, me atacam.
Teus presentes já não me compram.
Em tuas palavras eu não presto mais atenção.
Tua respiração me cansa.
Tua existência me ofende.
Parece que chegamos ao fim...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fina camada de gelo


Entre a metade e o nada, perdoe-me, mas opto pelo nada. (Ludmila Clio)


Liberdade assim eu não quero
Liberdade assim é espremida demais:
não cabem os meus sonhos
Pois tenho sonhos de carinhos extremados,
de palavras doces na manhã de quarta-feira,
Tenho vontades de gentilezas e de simples surpresas
Sonhos de desejo, de olhares antropofágicos
Tenho sonhos de despertar certos medos,
tênues inseguranças...
Não!
Essa liberdade além de espremida
É segura demais
Não há inesperados, não se correm riscos
(daqueles que rejuvenescem a alma)
E essa realidade não é a preferida:
há mil planos antes dela...
Minha voz não é especial
Meu carinho é sufocante
E a vontade de ficar junto tem tom de desespero,
 é quase um pedido de esmola...
Bem que poderias enobrecer a tua alma
E me trazer vida, vida de verdade...
Mas
Se vamos continuar nessa solidão a dois,
É melhor que vá embora
E leve contigo essa liberdade nauseante
Mas antes, num ato heróico,
Quebre os grilhões
 que me mantêm acorrentada a ela
e derreta esse gelo com um caloroso adeus.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Daqui pra frente

http://www.youtube.com/watch?v=Bh8NPfAzO1M


 Navegando no oceano vazio
 que ficou dentro de mim
 descobri o quanto errei
 ao pensar que seria fácil.
 E nos reflexos das águas
 Revi a nossa vida, como um filme.
 Hoje
 Só existem vultos indecifráveis
 E ecos perdidos dos sonhos que tivemos
 Mas
 Eu não vou lhe pedir para voltar,
 Não éramos tão felizes assim...
 E eu não vou confundir o nosso passado
 Com a minha carência.
 Agora eu tenho é que redesenhar
 O mapa do meu coração,
 Percorrer tudo,
 Sem evitar sequer uma gota dessa solidão
 E reconstruir a rota da minha felicidade que,
 Eu sei,
 Está dentro de mim.