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terça-feira, 24 de julho de 2012

Atração de Almas




O cotidiano mais rotineiro da semana.
Em meio a palavras comuns,
a plenitude de um encantamento;
o imprevisível tornou-se inevitável.
Foi, então, que consegui ler a solidão infinita
que, como um enigma, em teu olhar triste,
trouxe dor à minha alma.
Teus olhos pedem-me colo,
teu sorriso é um apelo de carinho.
Corpo e alma com sede, sede de amor,
sede do toque, da cumplicidade,
da simbiose.
O que te agride, me fere.
O que te felicita, me dá paz.
A tua tristeza me abate
como o espelho e seu reflexo,
como a ação e a reação.
Quantos passos separam-me de ti?
Quanto falta para tocar-te?
Deixa eu ir...
... teus olhos me procuram,
dizendo que me desejas.
Deixa eu ir...
... já não posso mais parar,
A tua alma atrai a minha.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nada mais Importa




Perdi o medo do fogo
Estou indiferente ao que já fez diferença
O dia findou, nem percebi,
mais um que não vivi.
Perdi o medo do escuro
e a poeira tomou conta de tudo.
A música desafinou,
a vida viajou e eu fiquei para cuidar de mim.
Perdi o medo do novo
falar no fim já não me assusta.
Perdi o medo da altura da ponte
O rio transbordou;
o coração foi inundado,
ainda assim morre de sede.
Água suja e doente
foi o que restou para beber.
O leite secou:
ao filho já não posso amamentar.
A flor murchou
ficou um trapo desbotado sobre a terra.
Sofrer é o de menos
Perdi o medo de perder.

domingo, 1 de julho de 2012

Nunca e Sempre



Essa sensação é estranha e nunca foi trazida à luz
Não tem sentido, não requer explicação alguma
Mistérios da alma são postos para serem vividos e fim
Nunca te vi, nunca te soube
Na arte de escrever e de derramar os sentimentos em palavras
Nossas almas se tocaram, sem precisar de serem apresentadas
Nesse espaço intangível elas passearam, se mostraram
Brincaram de trocar sentimentos, vontades, anseios, medos
Mostraram suas cicatrizes e os piores pesadelos
Nunca te vi, mas agora já te sei
Já reconheço a tua voz, já sei o que motiva a tua canção
Conheço o caminho que lhe conforta,
Entendo os enigmas que escondes nos olhos,
Estes, que ainda não vi, mas que conheço bem…
Em teus braços trazes a paz de não ter que me explicar,
De ser lida com a facilidade de quem cria uma poesia
De não precisar compreender, apenas aceitar
Que apesar de nunca tê-lo visto,
Sempre estive à sua espera.