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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Pegaram o São Jorge pra Cristo




Ultimamente tenho evitado me envolver em assuntos polêmicos, mas vou me pronunciar acerca do tal boicote dos evangélicos à novela "Salve Jorge".

Na minha concepção é uma atitude parcial e, perdoem-me, mas chega a ser bobinha. Não, a palavra certa é "hipócrita". Sim, hipócrita. Cansei de ver dezenas de evangélicos aqui na rede (facebook) discutindo e apostando na trama da findada (e, para alguns, saudosa) "Avenida Brasil". Uma novela permeada de mentiras, traições, tragédias...

Mas "Salve Jorge" traz consigo o nome de um santo. Um santo guerreiro que, provavelmente, tem algum personagem (quiçá o principal) como seu devoto. Se eu acertei, saibam de antemão: eu não assisto a novelas, estou liberta disso há alguns anos, mas esse enredo é completamente previsível...

Voltando à "Salve Jorge", ela sendo intitulada por um nome de santo, ohhhhhhh!!! É idólatra? Diabólica? Permissiva? Oras, façam-me o favor, ela no mínimo está sendo honesta. É, honesta. É devotada ao santo sim, e daí? "Salve Jorge" com certeza trará em sua trama tantas traições, dissimulações, prostituição e decadência da família quanto "Avenida Brasil" e todas, todas as demais. A verdade é que toda novela enxerga um alvo nos valores da família, da verdade, da retidão.

Então, povo evangélico, se é pra boicotar, que seja uma postura séria e completa: boicote todas as novelas. Das três, das cinco, das seis, das sete, das nove, das onze... todas. Nome de novela não a isenta ou a culpa de nada. Se vai boicotar "Salve Jorge", boicote também a ingênua "Gabriela".

Perdoem meu desabafo, mas é que estou cansada de ser associada ao "povo evangélico". Cada dia mais me auto intitulo amiga de Deus. Assumir-me evangélica atualmente é duvidoso, às vezes até me envergonha. É que ser "evangélico" virou modinha e eu sou avessa a modinhas...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Quero a Tua Riqueza para ser Feliz


Quantas entrelinhas cabem numa pequena atitude!
Enganam-se os que pensam que entrelinha é coisa de poesia e nada mais!
Palavras não precisam ser ditas para que sejam interpretadas
Silêncios não traduzem puramente a ausência do som
Carinhos não precisam ser fruto do toque, a intenção já os diz
Lágrimas não exprimem apenas a dor, mas o êxtase também
Quem nada faz, tudo pode perder
O pequeno gesto pode esconder um mundo!
Ouvir o coração é para os raros,
Deixá-lo comandar é para os sensíveis de alma e fortes na vida
Conquistar é surpreender
e para surpreender, há de se ter riqueza, muita riqueza!

De sutilezas, detalhes, tons e semitons…
…olhares, silêncios, cumplicidades sem fim…
...mimos, carinhos, docinhos, paz...

Porque a vida se perde num piscar de olhos,
um segundo muda tudo
Racionalizar o amor não faz sentido,
Amor é pra ser vivido e fim
E se me perguntares o que anelo ter
Ora, lhe direi sem pestanejar:
Da tua vida quero a riqueza!
A riqueza das entrelinhas,
Da poesia que não é dita, é sentida.
Da música que une,
dos olhares que selam meu coração ao teu a cada vez que pousas os olhos em mim…
Quero o pouco que sobrepuja o todo
Quero o que não percebem e me faz viver
Detalhes, nuances, sutilezas e entrelinhas…
Quase que imperceptíveis, mas avassaladores!!


domingo, 7 de outubro de 2012

Sob efeito da Dor

http://www.youtube.com/watch?v=52Bk-iMtBoU


Ah, se essa dor se desviasse do meu caminho
Se meu coração se esquivasse dessa dor,
Que vem tão feroz em minha direção,
Que me abraça, ainda que eu a rejeite,
Que me sufoca o grito de socorro, em seu peito congelante
e me rouba até as lágrimas.
Não, não consigo chorar,
apenas sinto todo o aperto e a dor.
A dor de uma saudade de quem ou daquilo eu nem sei,
Uma insatisfação com toda a realidade à minha volta
Uma angústia exasperante que me toma inteira
A vontade de um amor que eu não sei por quem
Essa dor avassaladora sem escrúpulos ou medidas
Atropela tudo, cega meu coração e o aperta, sem piedade
Há o que possa tirar-me deste fim?
Há o que possa livrar-me desta ausência de amor,
dessa sobra de dor?
Há quem virá abraçar-me, atrair-me em certezas?
Há quem me prenderá no profundo dos olhos,
sem intenções de escravizar-me?
Não sei.
Ah, se essa dor se desviasse do meu caminho
Se meu coração se esquivasse dessa dor,
Mas ele não me quer, ele não me ama
Ele me trai e se joga intensamente, em direção a ela,
a ela que vem e me rouba de mim mesma.
Estou com a alma indiferente à vida,
Mas se eu chorasse, alguém ouviria?
Decerto que não.
E nem a dor passaria.
Ela invadiu-me como uma injeção na veia
E ficará viva em mim por toda essa noite,
que acabou de começar.