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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Tudo se Transforma



Sou recicladora.
Reciclo dores, medos, tristezas, desilusões.
Não há matérias-primas mais genuínas que estas.
As transformo em pensamentos, poesias.

Eu causo dolorimento nas dermes,
Afago as almas cansadas,
Reviro intimidades,
Remexo sentimentos escondidos...
Não há dor que não me sirva,
Não há tristeza que não se transforme.

Dor guardada é lixo. Adoece, enfeia.
Mesmo assim, há quem as abrace e se envenene
Contudo eu prefiro poetizá-las.
Meu ofício é a reciclagem,
é transformar a dor em liberdade.

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