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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Mundo Particular


A gente não sabe muito bem quando magoa
Nem o quanto
O tanto 
Por quanto
Me diz quantos desentendimentos
reverberam dentro de um silêncio cortante
Já contou quantas lágrimas
morrem, por noite, no travesseiro?
Quem sou eu hoje depois de tudo isso?
A gente gritava que se amava, mas chovia
Nós não escutamos a nossa própria verdade
e passamos a dormir ao lado de uma fria mentira
O brilho de nossos olhos se apagou
De repente sentimos o peso da vida
A música que sorria, chorou
Perdemos a variação das nossas felicidades
e tão somente dos olhos pra dentro, em segredo,
repetimos quantas vezes as antigas!
Dias em que sorríamos
Brilhávamos
Implicávamos tanto um com o outro, e era tão bom!
Criamos senhas, códigos, coisinhas só nossas
diluídas em cafés, docinhos, acordes,
revistas, pétalas, poesias servidas no frescor das manhãs
Música desfilando de batom vermelho no espelho
Velas e incenso aclimatando o nosso espaço
Mas o Sol se escondeu
A gente gritou que se amava, mas chovia
Era o nosso mundo particular que ruía
Quem somos nós depois de tudo isso?
Devoção, vontade ou orgulho?
Já contou quantas lágrimas
morrem, por noite, no travesseiro?
Ora, chega de saudade
Vem, me dê a mão
Prometo que se a chuva voltar
vou te abraçar apertado
e dizer no teu ouvido
que te amo
Sem precisar o tanto
O quanto
Por quanto
Juro que não soltarei a tua mão,
não te deixarei partir nunca mais
Deixa chover, deixa o céu desabar
Surgir o segundo Sol, ter eclipse lunar
Ah, meu amor,
só não deixa de acreditar.

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