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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Quando a vida real até parece Poesia



Revendo fotos de família, reparei que Jaider, meu primo, sempre estava de olhos fechados. Ladeado pelos seus três irmãos que sorriam fazendo chifrinho uns nos outros ou simplesmente com cara de sono, não importava: Jaider sempre estava de olhos fechados, muito apertados.

Um dia perguntei pra mamãe por que ele era o único que não interagia com o momento da fotografia. Ela me respondeu que Jaider fechava os olhos porque acreditava que fechando os olhos não apareceria nas fotos.

Senti uma pontinha de piedade da inocência dele e um orgulho ainda maior. Muitas vezes, fechar os olhos não nos livra, mas bem que alivia.

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