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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Na Correria


Fez convite pra um café no fim de tarde.
Fez convite pra um sorvete depois do almoço.
Também teve convite pra um cinema durante a semana e também pra um bolo de fubá numa quinta-feira qualquer.
Teve convite pra uma volta na pracinha, pra uma conversa no final de semana.
Também teve pedido de socorro, pedido de um colo, de um abraço, de uma confidência urgente.
Teve mensagem ignorada, ligação perdida, desencontro normal.
Todos estavam na correria.
Todos.
Quando porém, de repente morreu, todos estavam presentes no seu velório.
Todos.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Mundo, mundo


Mundo, mundo
Todos sabem muito, demais
Quero aprender a não saber
Sentir já me satisfaz
Ensina-me a não saber
Ensina-me a não entender
Sinta-me por aqui, 
perto, dentro, única, assim
Saia da multidão
Toque minha vida
Troque minha vida
Mude minha vida!
Não seja mais um 
que se deixa sacudir, mas em mim nada altera
Quebre minhas paredes, fure meu chão
Afaste os móveis, dance na sala
Faça-me suar, fremir nas tuas mãos
Dispa minha alma com teus olhos
Fale-me de tuas querências, em silêncio
Peça-me segredos que sei te revelar
Deseje meus infinitos, te darei um a um
Decifra-me o olhar
Deflore meus medos
Arranca-me os pavores de menina 
Acenda a luz para ler meu coração
Mundo, mundo
Ensina-me a não saber
Sentir é o que preciso
Ser tua vida decolando sobre meu chão,
rumo ao meu céu infinito
Ser teu ponto de partida e anseio de chegada
Acelerando para meu brilho intenso
Quero-te inteiro, denso e complicado
Simples, entregue e rendido
Quero-te mundo, meu mundo
Não sei bem por quê
e não quero entender
Sentir já me satisfaz.

terça-feira, 21 de junho de 2016

A Palavra Certa


É, o Febríssima nasceu!

Depois de um ano de gestação, ele é palpável!

Nos últimos dias fiz _e continuo fazendo_ postagens para todo o Brasil.

Já chegou Febríssima em Minas Gerais, no Maranhão, no Rio de Janeiro, em Alagoas, no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul, no Maranhão, em São Paulo, no Piauí, na Paraíba, no Mato Grosso!!! 

Gente... 

E os retornos começam a chegar, e são cada um mais forte que o outro.

Fico emocionada a cada mensagem recebida porque as pessoas estão impactadas com o livro, e não escondem isso. E digo impactadas com sua aparência apenas porque elas estão iniciando a leitura.

E dizer que o Brasil não é um país de leitores... não, não é mesmo, mas olha... eu conheço um nicho requintado de leitores sensíveis e vorazes de poesia, uns febris delirantes aí que ó!!!

Poesia é o que salva a gente desse mundo doente, espremido entre os ponteiros, insosso.

Poesia é o que me faz andar olhando pra cima, pra copa das árvores, de onde caem suas folhas menos frescas num dia de semana, a caminho do trabalho. 

Poesia são vocês, que acreditaram no Febríssima e meteram as caras quando levantar R$ 6.000,00 era um impossível. 

E por falar nisso, dia desses um passarinho sussurrou em meu ouvido que eu deveria substituir o "impossível" por "improvável". Ele estava absolutamente certo. Improváveis acontecem e o Febríssima taí pra nos provar isso!!

Depois do Febríssima é improvável que eu ache alguma coisa impossível!

Obrigada, febris. Gratidão para sempre!!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Arranque-me lágrimas


Arranque-me lágrimas,
ando sequiosa de emoções
Há milênios não choro,
nada me comove nesse frenesi maquinal
Arranque-me lágrimas,
as pérolas que guardei para ti, 
essas joias que carrego no coração
como lembranças dos sorrisos teus
Arranque-me lágrimas,
fazes brilharem os meus olhos
Há milênios não recebo a visita do amor e
nada alcança meu coração paralisado
Arranque-me lágrimas,
faze-me lembrar de como é lindo o teu olhar
Tome em tuas mãos as pérolas que guardei para ti,
essas joias que escondi no coração
como lembranças do que não vivemos ainda.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Só Comigo Mesma


Quantas vezes me fiz de forte, de muito forte?
Esbanjei confiança, 
desprezei consolações, 
mantive minha serenidade
Mas sempre sabendo que, lá no fundo, 
minha alma ardia de dor 
Sempre sabendo 
que um abraço sincero 
me desintegraria inteira 
Às vezes foi bom estar só, 
parecer bem, 
ter chorado só comigo mesma.